terça-feira, 7 de setembro de 2010

As voltas que a vida dá...


A 11 de Julho de 2007, o guarda-redes Ricardo deixou Alvalade pelo Bétis de Sevilha. Depois de 4 épocas ao serviço do Sporting, o jogador decidiu procurar o contrato de uma vida, que lhe permitisse maior segurança financeira no futuro e melhores condições de vida para si e a respectiva família.

Não o condeno por tal. Por exemplo Tonel, outro grande guerreiro ao serviço do nosso clube, fez o mesmo há umas semanas atrás.

Ricardo foi de facto um guerreiro. Defendeu sempre as cores do nosso clube com a maior garra e vontade, não sendo o Sporting o seu clube de coração desde sempre. Participou em momentos bonitos do nosso clube, tendo também passado por algumas situações em que a crítica foi forte. Adorado por muitos, gozado por outros. Acontece com todos.

Em Julho de 2007 Ricardo decidiu então trocar o Sporting pelo Sul de Espanha. Uma decisão meramente financeira, claro está, dado que o Bétis não é, de todo, uma equipa cujos objectivos principais passem pela conquista de títulos, ao contrário do que sucede no Sporting.

A verdade é que Ricardo deverá estar neste momento a dar voltas e voltas mentais de arrependimento pela decisão que tomou. Depois de uma primeira temporada em que ainda jogou regularmente mas viu o clube andaluz descer de divisão, Ricardo fez no segundo escalão do futebol espanhol duas temporadas intermitentes, que culminaram com a não inclusão do atleta na lista de inscritos do Bétis para a Liga espanhola na temporada que agora começa.

O Bétis não teve sequer sucesso na colocação do guarda-redes até à data de fecho do mercado, pelo que até Janeiro Ricardo não poedrá actuar numa única partida oficial. Será um fim de carreira antecipado?

Como grande fã do nosso ex-guarda-redes, lamento profundamente a situação que vive actualmente. Ricardo converteu-se à forte doutrina que é o Sportinguismo durante os 4 anos em que cá esteve e é nos dias que correm um de nós.

Porém, sentiu também necessidade, aos 31 anos, de seguir o rumo do dinheiro e de procurar uma vida melhor, após a sempre efémera carreira de futebolista. A vida dá muitas voltas, e não tenho a mínima dúvida de que, 3 anos volvidos, Ricardo se arrepende imensamente da volta que o levou até Sevilha e o tirou do agora clube do coração.

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